Abono salarial poderá ser cortado caso a reforma da Previdência seja reprovada

Como uma medida de cortar gastos do governo, o ministro Henrique Meirelles, do Ministério da Fazenda, anunciou no dia 24 de outubro que o abono salarial poderá ser cortado. Segundo o ministro, o governo tem estudado suspender o abono salarial como uma alternativa de manter as contas públicas em ordem, mas isso só deverá se concretizar caso a reforma da Previdência não seja aprovada pelo Congresso.

Contudo, o ministro disse em pronunciamento que há mais chances da reforma ser aprovada. “Olha, isso é uma discussão teórica, porque o que está na mesa é a reforma da Previdência. Agora, não há dúvida de que, se porventura não fosse aprovada a reforma da Previdência, outras medidas teriam que ser tomadas”, disse Henrique Meirelles. Ele ainda declarou sobre a possibilidade de cortar o abono salarial: “É uma inevitabilidade que despesas deverão ser cortadas”.

Atualmente, o governo concede ao trabalhador com carteira registrada o abono salarial para quem recebe no máximo dois salários mínimos ao mês. Os valores recebidos pelos trabalhadores brasileiros referente ao abono salarial podem chegar até a um salário mínimo a cada ano. Os recursos utilizados para o pagamento do abono salarial provém do PIS ou do Pasep (do primeiro, para trabalhadores da rede privada e do segundo, para servidores públicos).

A atual discussão sobre a retirada do abono salarial foi divulgada pelo ministro logo após o evento que reuniu executivos, dentre eles, o ministro da Fazenda. O evento foi promovido pelo Comércio França-Brasil e pela Câmara.

O Brasil tem passado por diversas alterações e reformas que visam cortar gastos públicos e assim aquecer a economia. Dentre essas reformas, a reforma trabalhista já foi sancionada pelo presidente Michel Temer, e a reforma trabalhista segue em discussão e análise dos governantes. Essas foram as medidas adotadas pela equipe econômica que compõe o governo federal para diminuir os gastos com os setores públicos, mas no caso da reforma da Previdência, o texto ainda será votado pela Câmara e pelo Senado, e se for aprovado, o abono salarial não precisará ser cortado.

Meirelles demonstra confiança na aprovação da reforma da Previdência, mas alerta que o governo precisará tirar dinheiro de outros benefícios para arrecadar verba.