Brasil deslancha com produção de café de alta qualidade mais caro no mundo

O Brasil tem a produção do café mais caro do mundo, além de ser o líder na exportação do produto mais tradicional com qualidade e diferenciação.

O Cup of Excellence Brazil 2017 teve como campeão o produtor mineiro Gabriel Alves Nunes, na categoria Pulped Naturals com uma venda de uma saca de R$ 55,5 mil, maior valor já vendido na competição. O café orgânico cultivado no Espírito Santo,venceu a categoria Naturals do concurso e foi vendido por R$ 39.213,40, o maior valor na história da competição para o produto seco com casca.

O produto é avaliado com padrões de uma metodologia internacional para receber a classificação de café especial. Diversas características do produto são analisadas, como acidez, doçura, sabor, aroma e finalização.

O maior exportador de café no mundo é o Brasil, e sua produção nacional chega a 43 milhões de sacas todos os anos, quantidade que equivale a um terço do café que é consumido no mundo. Apesar do volume grande de produção, o café brasileiro não é reconhecido por sua qualidade lá fora. Os dois recordes alcançados pelo país colabora para a melhoria da imagem do café brasileiro no exterior.

O café brasileiro é caracterizado por uma bebida complexa, e seu cultivo é diversificado e tem uma grande extensão plantada em 26 regiões do Brasil.

Para que o produto seja classificado como especial, ele tem que atingir 80 dos 100 pontos da escala da Metodologia de Avaliação Sensorial da Specialty Coffee Association, a SCA. Essa metodologia é válida no mundo inteiro e seus aspectos são avaliados por uma pessoa que dá sua impressão geral do produto.

O crescimento do consumo de café especial vem aumentando entre 10% e 15% ao ano no mercado brasileiro e mundial, segundo dados da BSCA.

A produção de sacas de café especial em 2016 foi de 8 milhões, de acordo com a projeção da Associação Brasileira de Cafés Especiais. Desse total, aproximadamente 7 milhões de sacas tiveram como destino a exportação para países como Estados Unidos, Europa e Japão em especial.

Os dados oficiais da entidade, o Brasil consumiu entre 900 mil e 1 milhão de sacas de café especial em 2016, sendo esse 5,1% do consumo total do produto. Essa quantidade resulta no crescimento de 18,4% em valor entre 2012 e 2016. A movimentação somente do varejo de cafés especiais no ano passado foi de R$ 3,2 bilhões.