Em nove anos, mais que dobrou o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil

Entre 2013 e 2021, o número de casamentos homoafetivos, ou seja, entre pessoas do mesmo sexo, cresceu 148,7% no Brasil. Foram 3.700 casamentos registrados em 2013 (sendo 52,1% desse total entre mulheres e 47,9% entre homens) e 9.202 casamentos em 2021 (nesse caso, 60,9% entre mulheres e 39,1% entre homens). 

Os dados são do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), ferramenta gerida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), e tiveram como base as Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo as notícias, no total, quase 60 mil casamentos entre pessoas do mesmo sexo foram registrados no Brasil entre os anos de 2013 e 2021. “Os 59.620 casamentos entre pessoas do mesmo sexo desse período correspondem a 0,6% do total de casamentos no país, e 57,1% foram entre mulheres”, especificou a ferramenta.

Na divisão regional, o Sudeste foi quem teve o maior número de casamentos homoafetivos entre 2013 e 2021: 35.067, ou 58,8% dos 59.620 registros no período. No sentido oposto, aparece a região Norte, com o menor número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo nesse mesmo intervalo de tempo: 2.120 casamentos, ou 3,6% do total. 

Essas e demais informações sobre a evolução do número de casamentos homoafetivos no Brasil estão disponíveis na seção Pessoas LGBTQIA+, do Observatório Nacional dos Direitos Humanos. 

Sobre o ObservaDH

De acordo com o que explicou o portal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Observatório Nacional dos Direitos Humanos, que foi lançado no dia 11 de dezembro de 2023, tem como objetivo difundir e analisar informações estratégicas sobre a situação dos direitos humanos no Brasil. 

“A plataforma virtual de acesso público reúne um conjunto de indicadores e índices de direitos humanos, apresentados na forma de narrativas de dados e painéis, sobre os públicos e os temas prioritários do MDHC”, frisou o site. Dentre esses públicos, além de pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queers, Intersexo, Assexuais e outras (LGBTQIA+), estão: 

  • Crianças e adolescentes; 
  • Pessoas idosas; 
  • Pessoas com deficiência; 
  • Pessoas em situação de rua; 
  • Pessoas refugiadas, migrantes e apátridas; e 
  • Outros grupos sociais vulnerabilizados.